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domingo, 7 de junho de 2009

Tratamento do Stress Pós Traumático

As intervenções terapêuticas mais eficazes são a psicoterapia cognitiva e comportamental e a medicação com antidepressivos como a sertralina ou a paroxetina.
A terapia em grupo é muitas vezes aconselhada para as situações ligeiras a moderadas.
Recentemente, desenvolveu-se alguma controvérsia em relação às intervenções imediatas para os indivíduos com trauma agudo. Algumas investigações recentes têm revelado resultados decepcionantes com a intervenção, em que é dada a oportunidade à pessoa vítima da situação de stress de falar acerca da sua experiência logo após o acontecimento, denominada “critical incident stress debriefing – CISD”. Muitos indivíduos procuram refúgio no álcool ou nas drogas para enfrentarem o traumatismo. É igualmente importante nestes casos, tratar a dependência e os problemas médicos associados

Sintomas do Stress Pós Traumático

Apesar de muitos sintomas do stress relacionado com traumatismos serem normais depois de um momento traumático, devem ser considerados sinais de alarme quando persistem para além de um mês.
Sintomas:

- pensamentos ou pesadelos relacionados com o acontecimento traumático
- problemas com o sono
- alterações do apetite
- ansiedade, medos, nomeadamente em relação à segurança de pessoas próximas- períodos prolongados de tristeza, depressão ou perda de energia
- alterações da memória
- choro espontâneo
- evitar locais, actividades ou pessoas que recordem o acidente

Definição de Stress Pós Traumático

O stress pós-traumático é uma forma de ansiedade, que se segue à experiência de um acontecimento particularmente traumático sobre o plano psicológico. A experiência “stressante” é exterior ao indivíduo, fora dos acontecimentos comuns da vida humana, como por exemplo: as situações de guerra, tortura, abuso sexual, catástrofes naturais, desastres provocados pelo homem (explosões, quedas de aviões, acidentes rodoviários…), situações onde a maioria das pessoas não tem capacidade de desenvolver as reacções mais adequadas.
Esta situação pode tornar-se numa doença psiquiátrica crónica, marcada por surtos e remissões. As investigações clínicas apontam para a ocorrência de alterações neurobiológicas do sistema nervoso central e periférico nestes casos
.